Kamen Rider Black Sun: um reboot honesto, bom e com boas memórias de tokusatsu
Quando eu era criança, láááááá nos anos 70, eu acreditava que o lugar mais perigoso do mundo era Tókio. Lá haviam monstros horríveis, que frequentemente destruíam tudo. Entre nós e o caos, restava o oficial Hayata incorporar o herói Ultraman e nos proteger! Claro que no meio da pancadaria piscava a luzinha da bateria terminando, e a gente torcia pro herói vencer antes de um fim triste. Tudo muito formulaico, mas eficiente. Já até venderam máscaras do Ultraman nas bancas de jornal, eu tive uma, e pulava pela casa fazendo o gesto de emissão de raios contra os inimigos, me revezando com os colegas em lutas ferozes. Podem me imaginar nessa pose. Foi a primeira exposição ao gênero tokusatsu, live action com uso de efeitos especiais, e um programa que já era um baião de dois do caramba, pois misturava kaiju (monstros), com mecha (máquinas, coisas mais tecnológicas), e heróis tipo Kamen Raider. Depois do Ultraman, já na geração da minha irmã do meio, o lance era o SpectreMan. Nada melhor...